7 insights do Floripa Invest em Caxias do Sul: o que o encontro revelou sobre o atual mercado imobiliário catarinense
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No dia 9 de abril, a Dimas Construções levou pela primeira vez o Floripa Invest para fora de Florianópolis. O Floripa Invest em Caxias do Sul aconteceu no showroom da Saccaro, em uma edição especial realizada em parceria com a marca gaúcha de mobiliário de alto padrão. A proposta foi direta: abrir o debate sobre investimento imobiliário em Florianópolis com dados, cenário macroeconômico e leitura de mercado para quem enxerga o sul do país como um território estratégico para alocar patrimônio.
O encontro reuniu convidados em um formato intimista — talks, painel e happy hour — sob a mediação da jornalista Lisete Oselame. No palco, três apresentadores com recortes complementares: Gabriel Freire, Diretor de Incorporação da Dimas, trouxe a tese da cidade e do grupo; Felipe Pazolini, CEO e sócio-fundador da LOCATES, apresentou o mapa de dados imobiliários de Santa Catarina e da Grande Florianópolis; e Leonardo Mendes, Estrategista Chefe e sócio da JB3 Investimentos, fechou com o cenário macroeconômico 2026-2028 e o que ele significa para quem está tomando decisão de alocação agora.
Neste artigo, reunimos os 7 insights mais importantes que saíram do palco do Floripa Invest em Caxias do Sul para quem está avaliando Florianópolis como destino de investimento e quer entender por que a capital catarinense entrou de vez no radar nacional.
1. Floripa é oportunidade permanente
A abertura de Gabriel Freire deixou claro o ponto de virada: Florianópolis não é mais um exclusivo destino de verão. É um polo permanente de inovação, investimento e qualidade de vida.
Os dados sustentam a tese:
- 25% do PIB municipal vem de tecnologia — o equivalente a R$ 12 bilhões em faturamento. Nenhuma outra capital brasileira tem essa concentração.
- 676 startups, 6,1 mil empresas de tecnologia e 38 mil empregos no setor, fruto do reconhecimento por lei federal como a 1ª Capital Nacional das Startups.
- 50 mil novos moradores entre 2022 e 2025, em uma migração que não é turística, é de quem chega para ficar.
- #1 capital mais desejada para se viver no Brasil, segundo ranking de qualidade de vida.
O perfil desse novo morador é o que explica a demanda estrutural por imóvel de alto padrão: profissionais bem remunerados, jovens, em trabalho remoto ou híbrido. Gente que escolheu a cidade pela qualidade de vida e tem poder de compra para o produto certo.
Como resumiu Gabriel no palco: “o imóvel em Floripa não é só patrimônio, é um ativo que trabalha junto com o crescimento da cidade”.

2. A valorização imobiliária de Florianópolis é estrutural
Esse foi o insight que amarrou os dois primeiros talks. Tanto a Dimas quanto a LOCATES apresentaram dados que mostram que a valorização do metro quadrado em Florianópolis não é uma bolha nem um pico sazonal: é um movimento sustentado por fundamentos reais.
Os números mostram a consistência da curva:
- Quem comprou um imóvel em Florianópolis há 10 anos viu o m² praticamente dobrar: de R$ 6.305 em 2015 para mais de R$ 12.700 em 2026.
- Nos últimos 12 meses, a cidade registrou valorização de 8,65% (FipeZAP, dezembro de 2025).
- Entre 2023 e 2025, a valorização acumulada chegou a 21,5%, quase o dobro da média nacional.
- O volume de transações cresceu 32,5% em 24 meses, mostrando que há liquidez real, não só apreciação de preço.
- Florianópolis é hoje a 5ª cidade mais valorizada do Brasil, entre 56 monitoradas pelo FipeZAP.
No recorte por bairros de alto padrão, os dados da LOCATES mostram que a Praia Brava, por exemplo, valorizou entre 45% e 56% em apenas 2 anos (2023-2025), dependendo da tipologia. Apartamentos de 3 dormitórios em Jurerê valorizaram 78,91% no mesmo período.
3. Três megaprojetos estão redesenhando a cidade para os próximos 50 anos
Gabriel dedicou uma parte importante do talk para os grandes projetos que já estão em andamento em Florianópolis e que vão reposicionar a cidade no mapa nacional e internacional nos próximos anos.
Parque Urbano e Marina Beira-Mar
Depois de 13 anos de planejamento, as obras começaram em março de 2026. São R$ 350 milhões de investimento privado, 440 mil m² de área, com 140 mil m² de parque urbano aberto ao público, mais de 600 vagas náuticas e integração ao transporte marítimo. É a maior transformação da orla de Florianópolis desde os anos 1960 e coloca a cidade no mapa náutico internacional.
Projeto Gehl Architects no Centro
O escritório dinamarquês Gehl Architects, o mesmo que redesenhou Copenhague e Nova York, foi contratado para repensar o Centro de Florianópolis. São mais de 70 propostas entregues em março de 2026, com visão para os próximos 50 anos: nova praça verde no Mercado Público, zona escolar na Rua Esteves Júnior, mais árvores, ciclovias e calçadas humanas. A cidade que sempre foi de costas para o Centro agora vira para ele.
Hilton Garden Inn no Aeroporto
A rede Hilton chega ao Aeroporto de Florianópolis com investimento de R$ 94 milhões e inauguração prevista para 2028. Serão 288 apartamentos, espaço de convenções, coworking, restaurante 24h e academia, tudo dentro do sítio aeroportuário. Para além de um hotel, esse é um sinal de que Floripa entra no circuito de cidades que atraem grandes eventos e viajantes corporativos internacionais.
Some isso aos 5 milhões de passageiros que o Aeroporto Hercílio Luz ultrapassou em 2025, com voos diretos para Lisboa, Panamá e destinos do Mercosul, e fica claro o movimento: Floripa está entrando no radar global.
4. Santa Catarina concentra 4 das 5 cidades mais caras do Brasil em metro quadrado

Esse foi o dado que mais impactou a plateia em Caxias. Felipe Pazolini apresentou o ranking do FipeZAP de abril de 2026 e ele é um retrato claro do deslocamento do mercado imobiliário brasileiro para o sul:
| Posição | Cidade | m² médio |
|---|---|---|
| 1º | Balneário Camboriú (SC) | R$ 15.146 |
| 2º | Itapema (SC) | R$ 15.073 |
| 3º | Vitória (ES) | R$ 14.101 |
| 4º | Florianópolis (SC) | R$ 13.106 |
| 5º | Itajaí (SC) | R$ 13.101 |
| 6º | São Paulo (SP) | R$ 11.955 |
Quatro das cinco cidades mais caras do Brasil estão em Santa Catarina. São Paulo aparece apenas em 6º. Rio de Janeiro, em 9º.
E isso se traduz em números macro do estado:
- Santa Catarina foi responsável por 65% do VGV de lançamentos e 47,8% das unidades vendidas na Região Sul no primeiro semestre de 2025, superando Paraná e Rio Grande do Sul somados.
- O número de lançamentos imobiliários em SC cresceu 94% entre 2021 e 2025.
- Santa Catarina tem o 2º maior crescimento populacional do país, com 8,18 milhões de habitantes em 2025.
O mercado imobiliário brasileiro está migrando para o sul e a liderança é catarinense.
5. A demanda por apartamentos na Grande Florianópolis é estrutural e vai continuar crescendo
Dos dados apresentados por Felipe Pazzolini no Floripa Invest em Caxias do Sul, talvez o mais surpreendente foi o que mostra a mudança no perfil domiciliar da região. Não é só que mais gente está chegando, é como essa gente está morando.
- Entre os censos de 2010 e 2022, os domicílios ocupados por apenas uma pessoa cresceram 124,62% em Florianópolis e 149,11% em São José. Palhoça liderou, com 203,59%.
- 70 mil famílias em Florianópolis têm renda familiar acima de R$ 18 mil/mês, um mercado concentrado e de alto poder aquisitivo.
- A população da Grande Florianópolis cresceu 10,25% em apenas 3 anos (2022-2025), passando de 1,1 milhão para 1,22 milhão de habitantes.
- A renda média em Florianópolis subiu 243,2% entre 2010 e 2022, chegando a R$ 6.074. Em São José, a alta foi de 252,4%.
Isso explica por que empreendimentos de 2 a 4 suítes, bem localizados, com comodidades completas, continuam tendo absorção rápida no mercado da Grande Florianópolis. A pressão de demanda é estrutural e multifacetada: vem de famílias estabelecidas, de profissionais jovens que decidem morar sozinhos, de investidores que locam e de compradores que fazem da cidade sua segunda (ou primeira) casa.
6. Imóvel em Florianópolis é ativo que gera renda
Felipe apresentou dados do mercado de locação e de short stay (aluguel por temporada) em Florianópolis que mudam a conversa sobre “investir em imóvel” na cidade.
Sobre short stay:
- Florianópolis tem 34.818 ofertas ativas de short stay — 320% a mais que Balneário Camboriú, que vem em segundo lugar com 8.279 ofertas.
- A taxa de ocupação média é de 49%, com diária média de R$ 552.
- As ofertas estão distribuídas por praticamente toda a ilha, não só nos balneários.
Sobre locação tradicional, a valorização do m² de aluguel em Florianópolis entre 2023 e 2025 também impressiona:
- 1 dormitório: +59,13%
- 2 dormitórios: +48,46%
- 3 dormitórios: +52,35%
- 4 dormitórios: +23,87%
Isso significa que o imóvel certo, no bairro certo, gera renda recorrente relevante e ainda valoriza no patrimônio. A conta muda quando se considera esses dois fluxos juntos e muda ainda mais quando se olha para o próximo insight.
7. O cenário macroeconômico de 2026 abre uma janela rara para quem investe em patrimônio

O talk de Leonardo Mendes, da JB3 Investimentos, fechou o evento com a leitura macroeconômica que amarra tudo. E a mensagem central foi direta: o empresário e o investidor patrimonial estão diante de uma janela rara que não deve durar.
Os números que ele apresentou:
- PIB brasileiro cresceu pelo 5º ano consecutivo (+2,3% em 2025, projeção de +1,8% para 2026).
- Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde 2007. O ciclo de corte já começou, com projeção de mercado (Boletim Focus) de Selic a 12,25% no fim de 2026.
- Juro real brasileiro acima de 10% ao ano, um dos maiores do mundo.
- IPCA em 4,26%, ainda acima da meta, mas em tendência de queda gradual.
- R$ 7,9 trilhões investidos por pessoas físicas no Brasil (jun/2025), alta de 6,8% em relação a dez/2024. São mais de 100 milhões de investidores PF na B3.
A leitura da JB3 é que o investidor tem agora uma combinação rara: travar rendimentos reais excepcionais em renda fixa (NTN-B 2029 pagando IPCA+7,8%, por exemplo) enquanto se posiciona para a valorização dos ativos de risco — ações, FIIs e imóveis — com a queda gradual dos juros.
Dentro dessa matriz, o imóvel de alto padrão em praça valorizada aparece como ativo que combina três teses ao mesmo tempo:
- Proteção contra inflação em ciclo de juros altos.
- Valorização patrimonial no ciclo de queda de juros que se inicia.
- Geração de renda via locação ou short stay, como mostraram os dados da LOCATES.
Não é coincidência que o momento macro, o momento de Floripa e o momento de quem tem patrimônio concentrado estejam alinhados agora. É exatamente essa assimetria que o Floripa Invest levou para Caxias do Sul.
O próximo Floripa Invest será em Florianópolis, no primeiro semestre de 2026
O Floripa Invest em Caxias do Sul foi um verdadeiro sucesso! Tanto que a próxima edição já tem data marcada: será realizada ainda no primeiro semestre de 2026, em Florianópolis, com novos talks, novos dados e um recorte ainda mais aprofundado sobre o mercado imobiliário da capital catarinense.
A iniciativa é uma construção contínua da Dimas Construções para ampliar o debate sobre investimento imobiliário com dados reais, cenário macroeconômico e leitura de mercado qualificada. Se você acompanha o mercado de Floripa, é investidor ou está avaliando alocar patrimônio no sul do país, este é um evento que vale entrar no radar.
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