Placemaking: conheça o conceito que tem transformado Florianópolis em uma cidade centrada nas pessoas
Florianópolis está sendo redesenhada. Nos próximos anos, a capital catarinense vai conviver com a maior transformação urbana da sua história recente, com obras que vão posicionar a relação da cidade com sua orla, seu Centro e seus bairros mais valorizados.
No coração desse movimento está um conceito que já é antigo no urbanismo internacional, mas que só agora começa a ser aplicado em escala em Florianópolis: o placemaking.
Este post explica o que é o conceito, por que ele se tornou um dos diferenciais competitivos mais relevantes do mercado imobiliário e como Florianópolis está se reorganizando em torno desse movimento.
O que é placemaking
Placemaking é uma abordagem do urbanismo que prioriza a criação de espaços públicos centrados nas pessoas. O conceito foi consolidado pela organização norte-americana Project for Public Spaces, que sistematizou os princípios da escola de pensamento iniciada por urbanistas como Jane Jacobs nos anos 1960 e desenvolvida por nomes como Jan Gehl, dinamarquês cujo escritório está hoje envolvido no redesenho do Centro de Florianópolis.
A ideia central é simples. Em vez de projetar a cidade a partir do carro, do edifício ou de uma lógica puramente técnica, o placemaking parte da pergunta: como as pessoas usam, sentem e habitam esse lugar? A resposta orienta tudo o que vem depois, desde o desenho da praça até a escolha do mobiliário urbano, da iluminação e das árvores.
Placemaking aplicado
Na prática, isso se traduz em alguns princípios que organizam o processo. O primeiro é a participação da comunidade, considerada a verdadeira especialista do território. O segundo é a diversidade de usos e atividades, que mantém o lugar vivo em diferentes horários e épocas do ano. O terceiro é o conforto e a acessibilidade, que garantem que o espaço acolha pessoas de todas as idades e condições. O quarto é a sociabilidade, que cria as condições para o encontro entre vizinhos e visitantes. E o quinto é a flexibilidade, porque um bom espaço público nunca está pronto: ele evolui com o tempo, com a comunidade e com a cidade.
Por que placemaking se tornou um diferencial competitivo no mercado imobiliário
A relação entre qualidade do espaço público e valorização imobiliária deixou de ser intuitiva e virou uma constatação empírica. Quem compra um imóvel hoje, principalmente no segmento de alto padrão, não está adquirindo apenas metragem. Está comprando um endereço, uma rotina e uma experiência cotidiana que se estende para muito além da porta do apartamento.
O caso mais documentado dessa relação no Brasil recente está em Balneário Camboriú. A reurbanização da Praia Central, que transformou 600 mil metros quadrados em parque linear de uso público, recebeu investimento total estimado em R$ 250 milhões e é considerada a maior renovação urbanística já realizada no país. Segundo análise da Sort Investimentos, especialista em mercado imobiliário de alto padrão, a expectativa é de uma valorização adicional de 30% a 40% nos imóveis das regiões impactadas pela obra. A cidade já liderava o ranking do metro quadrado mais caro do Brasil antes da reurbanização, e segue ampliando essa liderança à medida que os trechos da nova orla são entregues.
O movimento de Balneário Camboriú confirma uma tese que urbanistas defendem há décadas: bairros bem cuidados, com espaços públicos de qualidade, atraem mais demanda, retêm mais moradores e valorizam de forma mais consistente regiões com infraestrutura urbana negligenciada. Para o investidor, isso significa que o entorno do imóvel é parte fundamental da equação de retorno. Para o morador, significa que a qualidade da vizinhança define a qualidade da vida diária.
Florianópolis está sendo redesenhada como cidade para pessoas
A capital catarinense vive um momento singular. Quatro movimentos diferentes, conduzidos por atores distintos, convergem para a mesma direção: transformar Florianópolis em uma cidade pensada a partir das pessoas.
Masterplan Centro Para Todos
O primeiro é o Masterplan Centro Para Todos, projeto desenvolvido pelo escritório dinamarquês Gehl Architects e financiado pela CDL Florianópolis e pela ACIF, sem uso de recursos públicos. O Gehl é o mesmo escritório responsável por transformações urbanas em Copenhague e Nova York, e seu trabalho parte do conceito de cidade para pessoas, consolidado pelo urbanista Jan Gehl.
O masterplan organiza a requalificação do Centro de Florianópolis em cinco eixos principais:
- mobilidade sustentável com prioridade para modos ativos e transporte coletivo
- espaços públicos e resiliência climática
- projetar para crianças entendendo a infância como parâmetro de qualidade urbana
- bairros completos que aproximam moradia e trabalho
- estratégias para o turismo sazonal que equilibrem vitalidade econômica e qualidade de vida ao longo do ano.

No mesmo movimento, a obra do Parque Urbano e Marina Beira-Mar, que recebe investimento privado de R$ 350 milhões e teve as obras iniciadas em março de 2026, vai transformar 440 mil metros quadrados da orla central de Florianópolis em um novo espaço integrando parque urbano de 140 mil metros quadrados, marina com mais de 600 vagas náuticas e infraestrutura conectada ao transporte marítimo. É a maior transformação da orla de Florianópolis desde os anos 1960.

Visto em conjunto, o Masterplan Gehl no Centro, a Marina Beira-Mar, as obras pontuais executadas via Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) pela iniciativa privada e a chegada de investimentos como o Hilton Garden Inn no aeroporto compõem um único movimento da cidade. Florianópolis está deixando de ser a capital que cresceu de costas para o seu Centro e para a sua orla, e está virando para si mesma. Está se assumindo como cidade para pessoas.
Laboratório de Urbanismo e Arquitetura, o LUA
Criado em 2025 como organização sem fins lucrativos, o LUA atua como escritório local da Gehl Architects em Florianópolis, fazendo a ponte entre a metodologia internacional e a realidade da cidade. O laboratório é mantido por seis empresas catarinenses, entre elas a Dimas Construções, e tem entre seus primeiros projetos o desenvolvimento de propostas para a rua Francisco Tolentino, a rua Esteves Júnior e a Beira-Mar Norte. A diretora executiva do LUA, a arquiteta Tatiana Filomeno, define o trabalho do laboratório como um esforço para qualificar os espaços públicos com base em dados, escuta da população e referências internacionais aplicadas ao contexto local.
Movimento Bocaiúva
O Movimento Bocaiúva é uma articulação que reúne empresários, moradores e a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis em torno da revitalização da rua Bocaiúva, no Centro. A ideia nasceu em 2005, quando o consultor Carlos Ferreirinha visitou Florianópolis e comparou a Bocaiúva à Oscar Freire de São Paulo.
O projeto executivo, desenvolvido pelo escritório JA8 Arquitetura Viva, prevê fiação subterrânea, calçadas ampliadas, faixas elevadas, mais arborização e a transformação das travessas em calçadões compartilhados. A proposta cobre os 820 metros de extensão da via, do Beiramar Shopping até o Colégio Menino Jesus.
Plano de Urbanização da Praia Brava
O Plano de Urbanização da Praia Brava, apresentado à comunidade no fim de 2025. A diretriz prevê obras aguardadas há décadas no bairro, incluindo ciclovias, calçadas qualificadas, readequação da drenagem, nova rótula de entrada e espaços públicos requalificados. O plano nasce de uma articulação entre a associação de moradores, a Prefeitura de Florianópolis e as construtoras com empreendimentos na região. As intervenções serão viabilizadas, em boa parte, pelo instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir.
Como uma construtora transforma o espaço público: o instrumento da Outorga Onerosa
A ponte entre uma construtora e a melhoria de um espaço público em Florianópolis tem nome jurídico: Outorga Onerosa do Direito de Construir, conhecida pela sigla OODC.
O mecanismo funciona da seguinte forma. O Plano Diretor de cada município define um coeficiente básico de aproveitamento dos terrenos. Esse coeficiente determina quanto se pode construir em cada lote sem necessidade de contrapartida adicional. Quando uma construtora deseja edificar acima desse limite básico, ela precisa pagar uma contrapartida ao município, justamente pela valorização adicional que aquela construção vai gerar no terreno e pelo impacto que o adensamento causa na infraestrutura urbana ao redor.
Na prática, a cidade recebe um espaço público melhor sem onerar diretamente o orçamento municipal. A construtora viabiliza o seu empreendimento e qualifica o entorno do produto que vai entregar. Os moradores do bairro recebem um espaço requalificado. E o investimento privado se converte em benefício coletivo.
A Dimas Construções e o placemaking em Florianópolis
A Dimas Construções não está descobrindo o placemaking agora. A relação da construtora com o entorno dos seus empreendimentos é parte do Jeito Dimas desde os anos 2000, quando a empresa começou a pensar a moradia como uma experiência integrada à cidade. Dois exemplos anteriores ajudam a entender essa lógica.
Dimas Construções no Córrego Grande
O Parque Linear do Córrego Grande, entregue em 2016, foi coordenado e financiado pela Dimas em parceria com outras quatro empresas locais. O projeto criou trilhas, ciclovia e uma ponte-praça para pedestres e ciclistas, e transformou o perfil do bairro Córrego Grande, conectando moradores à natureza e tornando a região referência em urbanismo sustentável em Santa Catarina. O SpotMarkt, primeiro espaço comercial a conectar a via principal do bairro ao Parque Linear, complementou esse movimento ao trazer gastronomia, serviços essenciais e opções de lazer ao mesmo eixo.

Dimas Construções no João Paulo
A entrega do Centro Comunitário do João Paulo, em março de 2026, leva essa lógica para um novo patamar ao usar formalmente o instrumento da Outorga Onerosa. O bairro João Paulo é onde fica o D/Season Residence Club, futuro lançamento residencial da Dimas em uma região que combina vista para a baía norte com proximidade do Centro de Florianópolis. A revitalização do Centro Comunitário entrega ao bairro um equipamento público requalificado, beneficiando moradores que já vivem na região e os que vão chegar nos próximos anos com o adensamento residencial.
A entrega do Centro Comunitário do João Paulo, em março de 2026, é a primeira obra pública entregue à cidade dentro do novo Plano Diretor de Florianópolis, e tem como executora a Dimas Construções.

Dimas Construções na Praia Brava
A atuação da Dimas dentro do movimento de placemaking em Florianópolis também está presente na Praia Brava, onde a construtora tem o D/Verse, primeiro empreendimento da Dimas à beira-mar no bairro, e o D/Pulse Beach Concept, em fase de pré-lançamento. A Praia Brava vive um momento de transformação histórica, com o novo Plano de Urbanização que vai requalificar a infraestrutura do bairro por meio do mesmo instrumento da Outorga Onerosa, em uma articulação entre moradores, Prefeitura e construtoras com empreendimentos na região. A presença da Dimas na Praia Brava acompanha esse movimento de consolidação do bairro como um dos endereços mais valorizados de Florianópolis.

Dimas Construções no Centro de Florianópolis
Nos próximos meses, a Dimas entrega o Parque da Luz, no Centro de Florianópolis, como segunda obra dentro do modelo da OODC. O parque fica próximo ao D/Sense Home Design, lançamento da Dimas no Centro que foi pensado dentro de uma região onde o jardim suspenso de Mata Atlântica do edifício dialoga com a natureza preservada do entorno. Detalhes específicos da obra de revitalização do Parque da Luz serão divulgados em breve.
O que vem por aí
Para quem está avaliando comprar ou investir em imóvel na capital catarinense agora, esse contexto importa. Comprar em Florianópolis em 2026 não é só comprar um apartamento. É entrar em um momento de cidade.
Nos próximos meses, a Dimas Construções vai divulgar mais informações sobre a obra de revitalização do Parque da Luz, no Centro de Florianópolis. O conteúdo vai detalhar o projeto, o cronograma e a relação da obra com o D/Sense Home Design. Para acompanhar essa e outras novidades sobre os empreendimentos da Dimas e sobre o mercado imobiliário da Grande Florianópolis, vale acompanhar o blog e as redes sociais da construtora.
- Instagram: @dimasconstrucoes
- Facebook: Dimas Construções
- YouTube: Dimas Construções
Para conhecer os empreendimentos da Dimas que estão diretamente conectados a esses projetos de placemaking em Florianópolis, vale visitar a nossa página de lançamentos.